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Investigação Esquema na Educação atinge famílias sumareenses e desvia verba para os alunos

Ex-secretário de Educação de Luiz Dalben é acusado de direcionar contratos e liberar pagamentos superfaturados; investigação aponta prejuízo aos estudantes
  • Categoria: SUMARÉ
  • Publicação: 16/11/2025 12:54
  • Autor: Fonte: Portal da Cidade Sumaré

Investigação

Esquema na Educação atinge famílias sumareenses e desvia verba para os alunos

Ex-secretário de Educação de Luiz Dalben é acusado de direcionar contratos e liberar pagamentos superfaturados; investigação aponta prejuízo aos estudantes

Publicado em 14/11/2025 às 10:24

A operação da Polícia Federal que abalou a Região Metropolitana de Campinas trouxe à tona um dos maiores escândalos envolvendo recursos da educação em Sumaré. O ex-secretário municipal de Educação José Aparecido Ribeiro Marin, conhecido como Zinho, é apontado como articulador de um esquema de direcionamento de licitações e recebimento de propina ligado à empresa Life Tecnologia Educacional, responsável por contratos firmados durante a gestão do ex-prefeito Luiz Dalben (PSD).

Marin, considerado braço direito da família Dalben, está foragido, mesmo sendo alvo de mandado de prisão preventiva. Segundo a PF, ele teria atuado para garantir a vitória da Life em disputas públicas e liberar pagamentos milionários em troca de vantagens ilícitas — usando como moeda de troca justamente recursos destinados à educação das crianças sumareenses.

Sobrepreço de até 35 vezes e fraudes envolvendo servidores da Educação

A investigação aponta que a Life Tecnologia Educacional praticava sobrepreço de até 35 vezes o valor real de produtos adquiridos por prefeituras entre 2020 e 2021. Em Sumaré, o ex-secretário Marin teria desempenhado papel central no esquema, favorecendo a empresa e viabilizando liberações financeiras sob suspeita.


Além dele, dois professores da rede municipal foram identificados como signatários de documentos usados para desclassificar concorrentes da Life. Conforme a apuração:

  • Um dos professores teria recebido R$ 24 mil;
  • O outro, R$ 14 mil;
  • Uma servidora do Centro de Formação teria recebido R$ 187 mil, a partir de outubro de 2021.

Os três foram alvo de mandados de busca e apreensão.

PF recolhe documentos na Prefeitura de Sumaré

Na sede da Prefeitura, a PF apreendeu:

processos administrativos ligados aos contratos da Life;

computadores e mídias eletrônicas;

documentos usados para subsidiar as licitações sob suspeita.

As irregularidades investigadas se referem exclusivamente ao período da administração de Luiz Dalben.


A atual gestão afirma colaborar integralmente e reforça que nenhum dos contratos sob investigação pertence ao governo atual.

Em nota, o ex-prefeito Luiz Dalben declarou ter tomado conhecimento da operação pela imprensa e afirmou que “sempre pautou sua gestão pela legalidade e moralidade”.

Quem é José Aparecido Ribeiro Marin (Zinho)

Marin tem 47 anos e atualmente possui domicílio nos Estados Unidos.

Sua carreira no serviço público de Sumaré soma quase 20 anos, com passagens por cargos estratégicos:

  • Secretário de Educação (2022–2024);
  • Secretário de Mobilidade Urbana e Rural;
  • Administrador Regional do Centro;
  • Diretor Administrativo do antigo DAE.

Segundo fontes internas, Marin sempre ocupou funções de alta confiança dentro da estrutura política da família Dalben, atuando como articulador administrativo e político.

Perícia pode ampliar a gravidade das acusações

Com a apreensão de computadores, celulares e documentos, a PF entra agora na fase de perícia técnica, que deve aprofundar as suspeitas de:

  • corrupção ativa e passiva;
  • direcionamento de licitações;
  • superfaturamento extremo;
  • formação de organização criminosa.

A defesa de Marin não foi localizada pela imprensa.

Corrupção na Educação de Sumaré rouba o futuro das crianças e exige responsabilização imediata

O escândalo que envolve contratos superfaturados e licitações direcionadas atinge diretamente as famílias de Sumaré, tirando recursos que deveriam estar dentro das salas de aula e comprometendo o futuro das crianças da rede municipal. Enquanto servidores e empresários lucravam com sobrepreços de até 35 vezes, estudantes enfrentavam falta de materiais, estrutura precária e oportunidades reduzidas. É urgente que toda a cadeia envolvida — agentes públicos, gestores e beneficiários — seja responsabilizada, pois não é admissível que uma administração inteira não tenha enxergado processos tão irregulares. A população exige respostas, transparência e garantias de que a educação nunca mais será usada como moeda em esquemas de corrupção. 

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