Notícias

ARTIGO: Ontem o som ensurdecedor na Vila Soma, hoje motoqueiros irresponsáveis!!!

A lei vale para todos: o fim da tolerância com o desrespeito em Sumaré
  • Categoria: SUMARÉ
  • Publicação: 31/12/2025 10:20

A lei vale para todos: o fim da tolerância com o desrespeito em Sumaré

Ontem o som ensurdecedor na Vila Soma, hoje motoqueiros irresponsáveis!!!

 

Depois da publicação recente sobre ações de fiscalização no município, ficou evidente aquilo que muitos já sabiam, mas poucos diziam com clareza: Sumaré chegou ao limite da tolerância com o desrespeito cotidiano. As inúmeras mensagens que recebi de apoio, concordância e pedidos de ajuda, não deixam margem para dúvida. O problema é real, antigo e espalhado por diversos bairros da cidade.

 

Moradores do Jardim João Paulo II, Picerno, Maria Antônia, entre outros, relatam o mesmo cenário: motoqueiros irresponsáveis, trafegando em alta velocidade, com escapamentos adulterados, ruído ensurdecedor e completo desprezo pelas regras de convivência urbana. Não se trata de exceção. Trata-se de um problema crônico, normalizado por anos de omissão.

 

É preciso ser claro, objetivo e justo: o alvo não são os motociclistas, muitos deles trabalhadores honestos que dependem da moto para viver. O problema está nos que transformam vias públicas em pistas de corrida e bairros residenciais em palcos de barulho permanente. Esses poucos, mas barulhentos, sequestram o direito coletivo ao sossego, à segurança e à dignidade.

 

O barulho excessivo não é “incômodo menor”. É agressão cotidiana à qualidade de vida. Prejudica o descanso, afeta crianças, idosos, pessoas doentes, trabalhadores e estudantes. A imprudência no trânsito não é “ousadia”: é risco concreto de morte. A legislação existe, é clara, objetiva e suficiente. O que faltou por muito tempo foi vontade contínua de aplicá-la.

 

Por isso, é correto e necessário parabenizar a Gestão Pública pela ação já iniciada no Jardim Picerno. Quando o poder público atua, fiscaliza e impõe limites, a resposta da sociedade é imediata e positiva. A população não pede privilégios pede ordem. Pede apenas que a lei, que já existe, seja cumprida.

 

Não se pode mais aceitar a velha política do “deixa como está”, do “depois a gente vê”, da tolerância seletiva que beneficia poucos e penaliza milhares. Essa conivência silenciosa é o terreno fértil onde crescem tragédias anunciadas. O município não pode ser refém de uma minoria que confunde liberdade com licença para desrespeitar.

 

Fiscalização constante, ações educativas, operações recorrentes e coerência institucional. Esse é o caminho. Medidas pontuais seguidas de longos períodos de inércia apenas empurram o problema para frente e a população já cansou de empurrões.

 

Sumaré merece mais. Merece respeito. Merece paz. Merece um poder público que faça valer as regras e uma sociedade que entenda que viver em comunidade exige limites.

 

Quem cumpre a lei não tem o que temer.

Quem insiste em desrespeitá-la precisa entender que o tempo da conivência acabou.

 

A lei vale para todos. E a cidade começa a respirar melhor quando isso deixa de ser discurso e passa a ser prática.

 

Abraços!

Paulo Moranza