Notícias

Mais um nome Ex-secretária é alvo da PF em operação sobre licitações da Educação de Sumaré

Monis Marcia Soares atuou na gestão do ex-prefeito Luiz Dalben, foi afastada da secretaria de finanças de Itú e passou a usar tornozeleira eletrônica
  • Categoria: SUMARÉ
  • Publicação: 12/03/2026 17:35
  • Autor: g1

A secretária de Finanças de Itu, Monis Marcia Soares, foi alvo da quarta fase da Operação Coffee Break, conduzida pela Polícia Federal para investigar suspeitas de fraudes em licitações públicas ligadas à Secretaria de Educação de Sumaré.

Por determinação da Justiça, Monis passou a utilizar tornozeleira eletrônica e foi exonerada do cargo pela Prefeitura de Itu ainda nesta quinta-feira (12).

A investigação apura um possível esquema envolvendo servidores públicos e empresários em contratos da educação municipal entre 2021 e 2025.

Ligação com gestão anterior de Sumaré

Antes de assumir o comando das finanças em Itu, Monis também integrou a administração municipal de Sumaré durante a gestão do ex-prefeito Luiz Dalben.

Na época, ela ocupou o cargo de secretária de administração do município e atuava na estrutura administrativa do governo municipal, mantendo proximidade política e administrativa com o então secretário de Educação, José Aparecido Ribeiro Marin, conhecido como “Zinho”.

Marin também foi preso nesta fase da operação.

Mandados cumpridos em cinco cidades

Nesta etapa da investigação, a Polícia Federal cumpriu:

  • 10 mandados de busca e apreensão
  • 1 mandado de prisão preventiva
  • 1 medida cautelar com uso de tornozeleira eletrônica

As ações ocorreram nas cidades de Sumaré, Itu, Jundiaí, Campinas e Americana.

Investigação envolve fraude e lavagem de dinheiro

Segundo a Polícia Federal, as investigações se concentram em licitações da Secretaria de Educação de Sumaré realizadas entre 2021 e 2025.

Os investigadores também analisam movimentações financeiras suspeitas, que podem indicar tentativa de ocultar valores desviados de recursos públicos.

Entre os crimes investigados estão:

  • corrupção ativa e passiva
  • peculato
  • fraude em licitação
  • lavagem de dinheiro
  • organização criminosa

Somadas, as penas podem chegar a até 60 anos de prisão, dependendo da participação de cada investigado.

O nome Operação Coffee Break faz referência a mensagens analisadas pela Polícia Federal, nas quais a palavra “café” era utilizada como código para pagamentos de propina.

Fonte: