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Zezé Gomes ameaça romper contrato com a Sabesp após crise na qualidade da água

Após semanas de reclamações sobre odor e sabor, município cobra solução imediata, ressarcimento e aciona órgãos reguladores
  • Categoria: HORTOLÂNDIA
  • Publicação: 01/05/2026 16:00

O prefeito de Hortolândia, Zezé Gomes (Republicanos), afirmou que pode pedir o rompimento do contrato com a Sabesp caso não haja solução imediata para os problema na qualidade da água fornecida ao município. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa realizada no Paço Municipal, na quinta-feira (30).

A cidade enfrenta, há cerca de três semanas, episódios recorrentes de água com alteração de odor, sabor e coloração, o que levou a administração municipal a intensificar a cobrança por respostas da concessionária. Entre as exigências estão explicações técnicas, regularização imediata do serviço e ressarcimento à população, com proposta de isenção da tarifa referente ao mês de abril.

A resposta da Sabesp, de que a compensação seria analisada caso a caso, foi criticada pelo prefeito. “Não dá mais para ficar esperando. A população precisa de água de qualidade. Não é possível tratar um problema que atingiu a cidade inteira de forma individual”, afirmou.

Como medidas emergenciais, a Prefeitura criou um Comitê Municipal de Crise e acionou o Procon, que notificou administrativamente a concessionária para apuração da prestação do serviço. O município também solicitou apoio da Arsesp e da Urae, além de pedir reuniões com o governador Tarcísio de Freitas e com a presidência da Sabesp.

Segundo Zezé Gomes, a situação pode ter sido agravada pela falta de investimentos na captação e distribuição de água no município. Ele também destacou que, após a privatização da companhia, o contrato passou a ter gestão estadual, o que exige articulação com o governo para qualquer atitude mais drástica, como um eventual rompimento.

A Sabesp informou que a situação já foi normalizada e que mantém monitoramento contínuo da água distribuída, seguindo os padrões do Ministério da Saúde. A empresa também declarou que mobilizou equipes técnicas e atendimento presencial para atender a população.

Já a Cetesb apontou, após vistoria no ponto de captação no Rio Jaguari, que não foram identificadas irregularidades ambientais. A principal hipótese em investigação é a proliferação de microalgas, possivelmente causada por condições de estiagem, o que pode alterar odor e sabor da água tratada.

Mesmo com a sinalização de normalização, a Prefeitura mantém a pressão por respostas definitivas. “Se não resolverem, vamos até a última instância, inclusive judicial, para garantir água de qualidade à população”, reforçou o prefeito.

Impacto regional e mobilização pública

O episódio mobiliza não apenas moradores, mas também setores econômicos, especialmente o alimentício, que depende diretamente da qualidade da água para suas operações. A crise também levanta discussões sobre regulação, fiscalização e investimentos em infraestrutura hídrica na Região Metropolitana de Campinas.

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