A sessão ordinária desta terça-feira (25) da Câmara Municipal de Sumaré foi marcada por um posicionamento firme do presidente do Legislativo, vereador Hélio Silva (Cidadania). Ele sugeriu a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar o possível envolvimento de autoridades municipais da Secretaria de Educação em fraudes de licitações.
A proposta surge após duas operações da Polícia Federal — Overclean e Coffee Break — que envolveram diretamente gestores da Educação na cidade. As diligências resultaram em mandados de busca, apreensão e prisão preventiva em diferentes estados, incluindo São Paulo.
Segundo Hélio, a função fiscalizadora da Câmara precisa ser exercida com rigor diante da gravidade dos fatos.
“Quando a Polícia Federal atua, não é por fatos pequenos. É porque existem indícios que merecem atenção desta Casa de Leis. Nossa obrigação é acompanhar tudo o que envolve esta pasta, que movimenta milhões e impacta diretamente a vida das nossas crianças”, afirmou o presidente.
De acordo com o Regimento Interno do Legislativo, uma CEI pode ser aberta com o apoio de 1/3 dos vereadores, e possui poderes de investigação semelhantes aos de autoridades judiciais. A medida reforça o compromisso do Parlamento com a transparência e a proteção do dinheiro público.
As operações também motivaram mudanças internas na pasta da Educação. O então secretário Danilo de Azevedo Costa pediu afastamento após ser alvo da PF. O ex-secretário investigado na Coffee Break segue foragido.
“Se houver algo a ser corrigido, teremos o dever moral e institucional de agir”, completou Hélio Silva.
Conclusão
A possível abertura da CEI representa um passo importante para fortalecer o controle público sobre a gestão da Educação em Sumaré. Ao propor a investigação, o Legislativo reafirma seu papel de garantir políticas educacionais mais seguras, transparentes e voltadas ao interesse do cidadão — especialmente das famílias que dependem da escola pública todos os dias.
