Ex-secretário de Educação de Sumaré (SP) é preso por suspeita de fraude em licitações
Operação da Polícia Federal ocorreu em cinco cidades e investiga desvios de dinheiro público em licitações da pasta, entre 2021 e 2025
- Categoria: SUMARÉ
- Publicação: 12/03/2026 17:31
- Autor: R7
A PF (Polícia Federal) efetuou, nesta quinta-feira (12), a quarta fase da Operação Coffee Break, para cumprir um mandado de prisão, uma medida cautelar e 10 ordens judiciais de busca e apreensão contra investigados por fraudes em processos de licitação pública. O ex-secretário municipal de Educação de Sumaré (SP) José Aparecido Ribeiro Marin foi preso.
A força-tarefa ocorreu nos municípios paulistas de Campinas, Jundiaí, Americana, Itu e Sumaré. O R7 não localizou a defesa de José Aparecido Ribeiro Marin. O espaço segue aberto para envio de posicionamento.
Em uma das fases anteriores, a ex-nora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estava entre os alvos. Ela era casada com Marcos Cláudio Lula da Silva, filho de Marisa Lula da Silva e adotado pelo petista.
A operação desta quinta-feira (12) busca apurar supostas fraudes em licitações da Secretaria de Educação de Sumaré (SP), entre 2021 e 2025, e identificar eventual lavagem de dinheiro para ocultação da origem de valores desviados dos cofres públicos.
A medida cautelar cumprida envolveu a instalação de dispositivo de monitoramento eletrônico em um dos investigados, que não teve o nome divulgado. Além disso, a Justiça Federal determinou o afastamento daqueles que estavam em funções públicas dos respectivos cargos e ordens de constrição patrimonial.
Possíveis delitos
A PF também investiga crimes como triangulação financeira, devido a repasses de R$ 630 mil de uma conta indicada pelo ex-secretário para a conta da companheira dele, segundo identificado pela PF, além de interferência judicial e eliminação de provas.
Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa, cujas penas somadas podem chegar a 60 anos de prisão.
Leia Mais