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Fiscalização - TCE-SP aponta umidade, rachaduras e presença de fezes de animais em almoxarifado da Saúde

Irregularidades foram identificadas durante fiscalização surpresa realizada em 300 municípios paulistas; Prefeitura afirma que já iniciou medidas corretiva
  • Categoria: SUMARÉ
  • Publicação: 13/05/2026 11:48
  • Autor: Fonte: Portal da Cidade Sumaré

Prefeitura diz que recebeu apontamentos “com seriedade”

Em nota oficial, a Prefeitura de Sumaré informou, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que recebeu os apontamentos do Tribunal de Contas “com seriedade” e afirmou que as situações identificadas já foram encaminhadas para avaliação técnica.

Segundo a administração municipal, os problemas relacionados à presença de fezes de animais, infiltrações e rachaduras estruturais devem passar por medidas corretivas imediatas.

A gestão destacou ainda que mantém “compromisso permanente com a qualidade do armazenamento de medicamentos, com a segurança sanitária e com a transparência na gestão pública”.

A Prefeitura também informou que vem promovendo ações de reorganização e modernização da estrutura da Saúde, incluindo investimentos em melhorias operacionais e estruturais das unidades e setores vinculados à secretaria.

Ainda conforme a nota, o município seguirá acompanhando tecnicamente a situação para garantir que todas as adequações necessárias sejam executadas.

Fiscalização encontrou problemas em todas as cidades vistoriadas

O relatório preliminar do TCE-SP apontou irregularidades nas farmácias municipais de todas as 300 cidades fiscalizadas.

Entre os principais problemas identificados estão:

  • Descarte de medicamentos que somam mais de R$ 4,3 milhões em prejuízos aos cofres públicos;
  • Medicamentos vencidos aguardando distribuição;
  • Falhas estruturais em almoxarifados;
  • Desabastecimento de medicamentos essenciais em 73% das unidades fiscalizadas;
  • Ausência de Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB);
  • Armazenamento inadequado de medicamentos controlados.

Segundo o tribunal, cerca de 63% do prejuízo registrado ocorreu porque medicamentos perderam a validade antes de serem distribuídos à população.

Presidente do TCE-SP classifica cenário como grave

A presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheira Cristiana de Castro Moraes, classificou como graves as irregularidades encontradas durante a operação.

Segundo ela, os auditores localizaram medicamentos armazenados em condições inadequadas, infiltrações, teto comprometido, medicamentos controlados sem proteção adequada e falta de remédios básicos em diversas cidades paulistas.

Entre os medicamentos em falta apontados pela fiscalização estão omeprazol, antibióticos, ácido fólico, medicamentos para hipertensão e remédios para tratamento da tireoide.

O relatório final detalhado da fiscalização deve ser divulgado pelo TCE-SP nas próximas semanas.

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