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Justiça Federal mantém preso ex-secretário da gestão Dalben investigado pela PF

José Aparecido Ribeiro Marin, Zinho, ex-secretário de Educação de Sumaré e integrante do núcleo duro do governo Luiz Dalben, segue preso
  • Categoria: SUMARÉ
  • Publicação: 10/05/2026 11:31
  • Autor: Fonte: Tribuna LIberal - Edição Douglas Melo

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3) negou o pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-secretário de Educação de Sumaré, José Aparecido Ribeiro Marin, investigado pela Polícia Federal na Operação Coffee Break. 

Com a decisão da Justiça Federal, Marin continuará preso preventivamente, desde 13 de março,  enquanto seguem as investigações sobre um suposto esquema de corrupção envolvendo contratos da Secretaria Municipal de Educação durante a gestão do ex-prefeito Luiz Dalben.

Considerado um dos homens de confiança e integrante do núcleo duro da administração Dalben, Marin ocupou posição estratégica dentro do governo municipal e tinha forte influência na área da Educação, setor que passou a ser alvo central da investigação federal.

O que a Polícia Federal investiga

Segundo a Polícia Federal, a Operação Coffee Break apura suspeitas de fraude em licitações, direcionamento de contratos, superfaturamento, desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro ligados à Secretaria de Educação de Sumaré.

A investigação aponta indícios de contratação irregular de serviços e possível atuação de um grupo organizado para beneficiar empresas em contratos públicos da Prefeitura.

Além de Marin, empresários e outros agentes públicos também passaram a ser investigados ao longo das fases da operação.

Os investigados poderão responder por crimes como:

Os investigados poderão responder por crimes como:

  • Corrupção ativa e passiva
  • Peculato
  • Fraude em licitação
  • Lavagem de dinheiro
  • Contratação direta ilegal
  • Organização criminosa
  • Prisão e apreensões

Marin foi preso pela Polícia Federal em março deste ano durante a quarta fase da Operação Coffee Break, que cumpriu mandados em cidades como Sumaré, Campinas, Americana, Jundiaí e Itu.

Em janeiro deste ano, durante uma das etapas da investigação, policiais federais apreenderam 11 armas de fogo e cerca de 400 munições em um imóvel ligado ao ex-secretário em Sumaré.

As apreensões passaram a integrar o material analisado pela investigação federal.

Defesa aguarda decisão completa

A defesa do ex-secretário informou que teve conhecimento da negativa do habeas corpus, mas afirmou que ainda aguarda acesso à íntegra da decisão judicial para analisar os fundamentos utilizados pelo TRF-3.

Já o ex-prefeito Luiz Dalben declarou anteriormente que tomou conhecimento das investigações pela imprensa e afirmou que sua administração atuou com base nos princípios da legalidade e moralidade administrativa.

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