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CEI avança em Hortolândia enquanto Sumaré segue sem investigação própria sobre a operação

Câmara de Hortolândia aprofunda apuração sobre contratos da Life; em Sumaré, caso segue restrito à Polícia Federal
  • Categoria: HORTOLÂNDIA
  • Publicação: 26/05/2026 15:24
  • Autor: Fonte: Portal da Cidade Sumaré

A Câmara Municipal de Hortolândia avançou mais uma etapa nas investigações sobre os contratos firmados entre a Prefeitura e a empresa Life Tecnologia Educacional Ltda., alvo da Operação Coffee Break, da Polícia Federal. Enquanto o Legislativo hortolandense instalou uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) para apurar possíveis irregularidades, em Sumaré, até o momento, nenhuma investigação no âmbito municipal foi oficialmente instaurada sobre o caso.

DESENVOLVIMENTO

A chamada “CEI da Life” concluiu nos últimos dias a fase de depoimentos de servidores municipais ligados aos processos de compra de materiais didáticos e kits de robótica adquiridos entre 2021 e 2025.

A investigação legislativa busca esclarecer possíveis irregularidades em contratos que somam R$ 57,9 milhões firmados pela Prefeitura de Hortolândia com a Life Tecnologia Educacional, empresa investigada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU) por suspeitas de fraude em licitações, superfaturamento e pagamento de propina.

O presidente da comissão, vereador Ananias José Barbosa, afirmou que os depoimentos ajudam a entender os procedimentos internos adotados pela administração municipal durante a execução dos contratos.

A próxima fase prevê novas convocações, incluindo o empresário André Gonçalves Mariano e o ex-secretário de Educação Fernando Gomes de Moraes.

PRISÕES E INVESTIGAÇÕES

A Operação Coffee Break foi deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025 e apura um suposto esquema milionário de fraudes em contratos de materiais escolares envolvendo cidades do interior paulista.

Entre os investigados está o atual vice-prefeito de Hortolândia, Carlos Augusto Cesar, o Cafu César, que chegou a ser preso preventivamente durante a operação sob suspeita de participação no esquema quando ocupava o cargo de secretário municipal de Governo.

Apesar das prisões e do impacto político do caso, Hortolândia instaurou uma investigação própria no Legislativo municipal, com análise documental, oitivas e elaboração futura de relatório conclusivo.

SUMARÉ SEM INVESTIGAÇÃO LOCAL

Em Sumaré, entretanto, o cenário é diferente. Embora a cidade também apareça entre os principais núcleos investigados pela Polícia Federal, não houve, até agora, instalação de Comissão Especial de Inquérito, sindicância pública ampla ou qualquer investigação conduzida oficialmente pela Câmara Municipal sobre os contratos ligados à Life Tecnologia Educacional.

A investigação da PF cita diretamente nomes ligados à antiga gestão do ex-prefeito Luiz Dalben, incluindo o ex-secretário de Educação José Aparecido Ribeiro Marin, conhecido como “Zinho”, apontado como um dos responsáveis por liberar pagamentos e direcionar contratos.

Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia licitações direcionadas, lavagem de dinheiro e pagamentos ilícitos por meio de operadores financeiros e lobistas. Parte dos recursos teria sido movimentada através de doleiros e intermediários políticos.

Diferentemente de outros investigados que obtiveram habeas corpus, José Marin segue preso até o momento.

Mesmo diante da gravidade das acusações e da dimensão dos contratos investigados, a ausência de uma apuração própria no âmbito municipal em Sumaré tem gerado questionamentos sobre a atuação fiscalizatória do Legislativo local diante de um dos maiores escândalos recentes envolvendo recursos da educação na região.

Enquanto Hortolândia amplia a investigação política e administrativa sobre os contratos da Life Tecnologia Educacional, em Sumaré o avanço das apurações continua concentrado nos órgãos federais de controle e investigação, sem desdobramentos oficiais por parte da Câmara Municipal até o momento.

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